TDAH na vida adulta: da culpa à compreensão
- Stefanny Lucena

- há 4 dias
- 2 min de leitura

Você pode ter passado anos tentando:
Se libertar da culpa por não ser organizada, perfeita e disciplinada o suficiente;
Se cobrando a ter mais foco e atenção;
Não se distrair com qualquer coisa e procrastinar menos;
Ter mais energia para amigos, academia, tarefas de casa e lazer;
Controlar as suas emoções, que as vezes podem ser muito intensas e difíceis de lidar;
Tudo parece mais fácil para outras pessoas, e mesmo tudo sendo difícil, você pode ter sido por anos chamada preguiçosa, esquecida, estabanada, desatenta, desorganizada, a que vive no mundo da lua, a mocinha que não entende as coisa com rapidez, e muitas vezes comparada a outras pessoas.
E na busca por sair da culpa e desses estereótipos, você tem tentado ser melhor e dizer a si mesma: “eu preciso me esforçar mais, preciso de mais tempo…”.
Mas olha, nem tudo está perdido por você saber do diagnóstico (ou estar em investigação). Para muitas pessoas, descobrir o TDAH (Transtorno do Deficit de Atenção e Hiperatividade) ou outras formas de neurodivergência na vida adulta, como o autismo, muda completamente a forma de olhar para si mesmo e sua história.
Traços que por anos foram vistos como preguiça, desorganização, distração, sensibilidade excessiva ou um "jeito difícil" podem, na verdade, refletir uma maneira diferente de o seu cérebro funcionar e existir no mundo.
Nem tudo é falta de vontade (e nem tudo precisa ser corrigido) ou preguiça. Às vezes é exaustão, estresse, cansaço por passar uma vida tentando se encaixar e acabar se sentindo ainda mais perdida
Descobrir o TDAH na vida adulta não elimina as dificuldades de uma hora para outra.
Mas entender como você funciona permite substituir a culpa por estratégias e ferramentas que melhoram seu dia a dia.
Se ainda não está convencida que pode ser ajudada, imagine comigo:

Você tem agora um super poder de mudar alguma dificuldade na sua saúde mental, o que você escolheria mudar?
Você pode pensar “Stefanny, eu quero parar de me cobrar tanto; procrastinar; aprender a dizer não e dar limites;
Ser mais organizada e conseguir concluir as tarefas com mais rapidez; Não me preocupar com o que dizem sobre mim; lidar com a intensidade da ansiedade e emoções; o medo e mudança de planos; e muitos outras dificuldades…”
E sabe o que é mais comum? É que as pessoas que têm TDAH geralmente fazem um esforço enorme para não ter essas dificuldades, mesmo não tendo poder algum de mudar instantaneamente.
A questão é que com o TDAH não podemos mudar um funcionamento, mas podemos tornar a vida melhor, fazer os dias não serem tão sofridos e dolorosos quando se carrega a culpa de ser quem se é. Isso exige psicoterapia e autoconhecimento para mudar a forma que você se relaciona com esses e tantos outros desafios e pensamentos.
Fingir que você vai dar um jeito sozinha não te ajudou até hoje, e sim buscar ajuda na psicoterapia com alguém especializado que entende seu funcionamento e tem as ferramentas para te dar liberdade e qualidade de vida.


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